quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Armas de brinquedo e a mídia estimulam a violência

Armas de brinquedo e programação violenta influenciam crianças negativamente

Armas de brinquedo e programação violenta influenciam crianças negativamente

Deputados tentam aprovar em São Paulo legislação que proíbe a fabricação e a venda de réplicas de armas de fogo. A proposta é evitar que menores sejam influenciados de forma negativa pelos brinquedos. Em Brasília, por exemplo, fez sucesso a campanha que incentiva estudantes a trocarem suas “arminhas” por livros.

Medidas como esta são fundamentais para a formação de crianças e jovens livres da violência. Segundo Sabine Righetti, especialista em políticas de educação e ciência, muitos educadores e psicólogos compartilham da opinião que o estímulo das armas de brinquedo combinado com outros fatores pode levar o indivíduo a comportamentos violentos.

A mídia, como alertamos aqui, exerce papel de influenciadora neste sentido. Imagine crianças expostas à programação da TV diariamente nos primeiros anos de suas vidas. As milhares de cenas de crimes, assassinatos, embates e tiroteios reproduzidas para os pequenos, sem nenhum filtro, podem causar sérios distúrbios de comportamento como sugerem os estudos do Efeito Werther.

Tão oportuno quanto proibir o comércio de armas de brinquedo é dar atenção ao que a criança acompanha da programação das emissoras. A observação de Sabine deve servir de alerta para agentes públicos e a própria sociedade de que já passa de hora de propor um amplo debate sobre mudanças na classificação etária e no horário de veiculação de programas com conteúdo violento.