quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dia da Não-Violência e Não-Violência na Mídia

Gandhi é homenageado no Dia da Não-Violência

Gandhi é homenageado no Dia da Não-Violência

O Dia da Não-Violência, celebrado nesta quinta-feira, é uma homenagem a um dos baluartes da paz mundial, Mahatma Gandhi, assassinado no dia 30 de janeiro de 1948. Um dos grandes ideais deste líder foi alcançar a independência política da índia com ações não-violentas. Gandhi acreditava que só conquistaria seu objetivo com a elevação da moral de todos e a transmissão efetiva de sua mensagem de fraternidade, justiça e igualdade, sem confrontos para defender suas causas.

Em seu 21º ano, o DNV é ignorado solenemente pelo noticiário. Tente encontrar na mídia algo relacionado ao tema. Agora procure notícias sobre a tragédia na linha Amarela do Rio de Janeiro, o aumento dos assassinatos em Campinas, no interior de São Paulo, e os ataques a ônibus na capital. Não vai faltar informação, garanto. Como já disse aqui outra vez, parece que o cidadão tomou gosto pela violência. A indução ao consumo de conteúdo banal que espetaculariza histórias de vítimas de crimes e barbáries é uma estratégia certeira da mídia de elevar a audiência e a cota de anúncios.

Questionamos as razões da valorização de informações que pouco tem a oferecer ao público. É certo que nada vai mudar na vida de um cidadão que senta no sofá para assistir a mais uma notícia de um corpo que cai. Por outro lado, imagine um foco diferente, onde a informação em destaque não é mais uma vítima da violência, mas sim as causas e a investigação das ações de órgãos competentes para solucionar uma “epidemia de assassinatos”. Em geral, uma parcela muito pequena da mídia adota estes princípios. A carga de sensacionalismo chega a um ponto tão preocupante que há até um levante contra a mídia, como ocorreu no Ceará.

É por isso que a Fator F Inteligência em Comunicação reforça no Dia da Não-Violência a bandeira da Não-Violência na Mídia. Colocamos desde agosto de 2013 nossas redes sociais a serviço da construção de uma mídia não-violenta. Entendemos que violência, infelizmente, sempre fez parte do cotidiano da humanidade. Mas a mídia acrescenta à violência real a violência virtual, que consiste na exposição maciça de toda espécie de agressões e de assassinatos nas telas de TV, nos cinemas, jornais, rádios, nas redes sociais, na ficção e em programas jornalísticos. A primeira violência inspira a segunda, e esta alimenta aquela, num círculo vicioso que é imperativo deter. Por isso não concordamos com a mídia que se limita a expor avalanches de violência de todos os tipos.