quarta-feira, 10 de julho de 2013

Algo deu errado na comunicação da Casa Branca com o povo norte-americano

Barack Obama

As críticas recebidas pelo governo Obama depois de divulgado relatório sobre gastos de US$ 630 mil para atrair curtidas na página do Facebook mostram que o rumo dos ventos tem mudado nos salões da Casa Branca, ou melhor, nas redes sociais. Agora é preciso pagar pelo que um dia veio de graça e de muito bom grado? Curioso. Em 2008, foram as redes sociais que levaram Obama a ocupar o cargo mais poderoso do planeta. Naquela época, ao que parecia, havia total empatia entre o democrata e seus eleitores. Sua campanha foi marcada por uma avalanche de manifestações de apoio na internet. Sem falar nas doações registradas na própria rede social de Obama.

Reeleito, desgastado por um cenário econômico pouco favorável, o presidente americano sente o peso dos mandatos e agora apela para tentar manter a popularidade de outrora. Mas a estratégia não surtiu o efeito esperado. De cerca de 2 milhões de seguidores, somente 2% são atuantes.

Trabalhar a imagem nas redes sociais é uma tarefa diária, exige empenho e esmero. No Brasil, muitos blogueiros que ganharam fama conquistaram seu espaço depois de anos de dedicação e, ao chegarem lá, viram que era só o começo, como mostrou recente reportagem da Veja SP.

Também nesse contexto o especialista em marketing digital Roberto Tostes faz uma análise muito interessante. Associa o trabalho de comunicação na internet à rotina do pescador. Quer dizer que é preciso muita calma para pescar o peixão. O que em outras palavras significa que o retorno de uma ação na internet nem sempre é instantâneo

O case de Obama ratifica essas teorias. Não se constrói uma relação verdadeira, duradoura com US$ 630 mil. É preciso estar atento aos sentimentos, ao real interesse público, sem julgamentos, entender as necessidades do outro e procurar atendê-las. Fora que likes comprados ainda é uma atividade que divide opiniões sobre a legitimidade do nível de engajamento do perfil na rede social. Fica a dica, Obama!

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

O gigante está bem informado

O gigante está bem informado e credita a fonte: o jornalismo

O gigante está bem informado e credita a fonte: o jornalismo

Estudo publicado recentemente, tema de reportagem da Folha de SP, coloca as redes sociais de jornais, portais de notícias e emissoras de tevê no topo da audiência durante o mês de junho, quando as redes sociais foram o QG das manifestações que “acordaram o gigante”.

Levantamento aponta que 80% dos links compartilhados são de perfis da mídia brasileira, enquanto apenas 5% são postagens de blogs. No Facebook, o movimento triplicou os compartilhamentos de textos jornalísticos na rede. Especialistas explicam: a imprensa é a fonte segura do internauta que quer participar e provocar o debate.

O ponto de vista de analistas é endossado por outra pesquisa recente, que coloca os brasileiros na primeira posição dos internautas que compartilham conteúdo da imprensa em seus perfis. De volta às manifestações, o velho jornalismo serviu também para desmantelar boatos de mortes em tumultos e confrontos com a polícia.

Dos tempos de Gutenberg até os dias atuais, a imprensa se encaixou nas novas ferramentas. A fórmula do jornalismo é a mesma, apurar e relatar com responsabilidade os fatos. As redes sociais, um celeiro infindável de informações, tem fontes de todos os tipos, maliciosas ou não, tendenciosas ou não e, obviamente, as confiáveis – ou não. Mas, no final, a notícia extraída dos perfis da imprensa tradicional será sempre uma boa opção de uso do internauta. As notícias produzidas pelo jornalismo profissional ganham novas referências, mais compartilhamentos e curtidas, e, dessa forma, mais repercussão.

Nós, na Fator F, entendemos que a comunicação eficiente busca, simultaneamente, bons posicionamentos tanto na mídia tradicional como nas redes sociais, pois uma influencia a outra no debate público. Essa nova leva de estudos só reforçam esse ponto de vista.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Comunicação é arma contra a violência doméstica

Proposta criativa na Nova Zelândia promete sensibilizar valentões que agridem companheiras quando estão bêbados. A campanha atinge o público-alvo no momento mais apropriado, durante o consumo de bebida alcoólica. Instituição que luta contra a violência doméstica resolveu distribuir em bares e pubs porta copos com imagens de mulheres e crianças. As fotos, impressas com tintas sensíveis à temperatura, se transformam conforme o copo gelado é depositado. Gradativamente, o rosto aparece com o olho roxo.

Campanha na Nova Zelândia contra a violência doméstica

Campanha na Nova Zelândia contra a violência doméstica

A campanha estimula também a denúncia a agressores. Artistas brasileiros também uniram forças em uma campanha contra a violência lançada pelo Banco Mundial. O vídeo traz números preocupantes e a mensagem que todo agressor deveria levar consigo “homem de verdade não bate em mulher”. Um braço da campanha faz sucesso nas redes sociais. A fan page no Facebook permite a postagem de fotos de anônimos com cartazes que trazem a mensagem tema em contextos criativos.

O alcoolismo é um dos principais motivos da agressão no ambiente doméstico, associado a 31% dos casos – na primeira posição vem o machismo (46%). No ano passado, a Central de Atendimento à Mulher, o 180, registrou 88.685 casos de violência. Na proporção, dez mulheres sofreram maus tratos a cada hora no período.

Embora com abordagens diferentes, as campanhas que apresentamos têm a mesma finalidade: acabar com a violência que destrói relacionamentos e lares. A comunicação, usada com criatividade, sempre será um propulsor da sociedade na defesa de temas de interesse público, a exemplo da repercussão da campanha nacional no Facebook. No Brasil, certamente a mensagem simples, mas que retrata a covardia do agressor, encorajou mulheres a procurar ajuda e até testemunhas a denunciar maus tratos. O reflexo são vidas salvas e a integridade resgatada de muitas mães de família.

 

 

 

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