quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Dia da Não-Violência e os abusos da mídia

violenciaEm homenagem a Mahatma Gandhi, que dedicou sua vida a levar a mensagem de paz sem perder o ideal de lutar pela liberdade do povo indiano, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o dia 2 de outubro, data de seu nascimento, como o Dia Internacional da Não-Violência.

Conflitos armados, o terrorismo, a criminalidade nas ruas são notícias do dia a dia que expõem a truculência, a crueldade desmedida e a banalização da vida mundo afora. A imprensa divulga e revira crimes bárbaros, dá notoriedade a histórias protagonizadas por mentes criminosas que podem influenciar negativamente indivíduos predispostos a praticar atrocidades.

O Dia Internacional da Não-Violência deve ser considerado como uma data para rever os padrões da mídia na cobertura do noticiário policial, nas produções de séries e telenovelas que levam a mensagem do ódio e vingança do início ao fim e que, muitas vezes, fazem de vilões, heróis.

É por isso que a Fator F Inteligência em Comunicação reforça no Dia da Não-Violência a bandeira da Não-Violência na Mídia. A violência faz parte da humanidade, mas é necessário avaliar a exposição maciça de agressões e assassinatos na TV, no cinema, jornais, rádio e, agora, nas redes sociais.

 

 

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ideias para melhorar a propaganda eleitoral

horarioO colunista Roberto Pompeu de Toledo consolidou em seu artigo na Veja algumas ideias para tornar a propaganda eleitoral mais informativa para o eleitor:

1 – Obrigar que o horário eleitoral seja ao vivo, ao todo ou pelo menos em parte. Além de tirar espaço das fantasias dos marqueteiros e fazer os candidatos aparecerem mais parecidos com o que de fato são, o custo das produções cairia drasticamente. O jurista Ives Gandra Martins defende essa ideia.

2 – Redistribuir o tempo entre os candidatos. Há candidatos competitivos com pouco tempo e candidatos nanicos com tempo demais. Uma ideia é criar faixas de tempo, inclusive um teto. A ideia tem o mérito de combater as barganhas pouco republicanas por tempo de TV. O cientista político Jairo Nicolau defende essa ideia.

3 – Tirar os nanicos dos debates. Aos nanicos deveria ser destinado um debate diferente dos candidatos competitivos. Os debates poderiam ser realizados por uma comissão independente, como nos Estados Unidos, e transmitido por todas as emissoras que quiserem.

São ideias boas que colocariam mais informação de interesse público à disposição do eleitor. A Fator F entende que é importante melhorar a qualidade da comunicação política que se faz no Brasil. Dessa forma, a comunicação daria uma contribuição maior para combater a grave crise de representatividade do sistema político brasileiro.

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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Quem votar verá

jurosO marketing eleitoral viveu momentos vergonhosos na atual campanha eleitoral. Algumas das peças excederam até mesmo o elástico padrão ético da comunicação política que é praticada no Brasil. O ápice talvez tenha sido a propaganda da presidente Dilma mostrando banqueiros e empresários felizes enquanto a comida sumia da mesa de uma família pobre. Em pauta, a discussão sobre a independência legal do Banco Central. Oi???

 
É curiosa a diferença entre a comunicação política e o marketing comercial que se faz no Brasil. O segundo procura, cada vez mais, criar empatia com as pessoas e buscar alguma fidelidade aos fatos. Já o primeiro usa as mais primárias e inescrupulosas comparações para estimular sentimentos como o medo ou a raiva. Se algum produto usasse o repertório da propaganda política contra seus concorrentes certamente seria execrado.

 
O cidadão brasileiro merece uma campanha que respeite a sua inteligência, e os profissionais de comunicação deveriam saber disso. E o que o eleitor fará quando chegar à urna? Vai lembrar da forma desrespeitosa de como foi tratado por alguns candidatos?

 

Quem votar verá.

 

 

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