quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sentimentos cristalizam opiniões

Eleição

Datafolha sobre eleição presidencial publicado em 04 de setembro

Uma pesquisa publicada na Folha confirma o acerto da maneira de pensar (e trabalhar) da Fator F. O levantamento mostra como as decisões em relação ao voto chegam cristalizadas na reta final, quando faltam poucas semanas para a o dia da eleição. A opinião em relação ao(s) governo(s) está formada, e pouco se modifica. Da mesma forma, a percepção em relação aos candidatos varia pouco. No caso da disputa presidencial, a pesquisa mostra que o desejo de mudança do eleitor não mudou, e sim exacerbou (passou de 66% dos eleitores, em novembro de 2013, para 79%, no começo de setembro). A opção de voto também já estava fortemente cristalizada no começo de setembro, a um mês da eleição. 74% dos eleitores de Dilma afirmaram que não mudarão de voto, e o mesmo se verifica com 70% dos eleitores de Marina e 51% dos que preferem Aécio.

A Fator F entende esse processo de cristalização do voto como a resultante de sentimentos acumulados durante os quatro anos do mandato. Por isso a abordagem da agência considera estratégico identificar, monitorar e interagir com esses sentimentos ao longo de todo o tempo. É possível fazer isso com método, estratégia e resultados. Porque tentar modificar sentimentos arraigados na reta final da disputa eleitoral é muito difícil. E o mesmo raciocínio vale para todas as empresas, pessoas e instituições que sabem a necessidade de contar com uma boa imagem.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Propaganda eleitoral em queda livre

Tiririca "encarna" Roberto Carlos no horário eleitoral

Tiririca “encarna” Roberto Carlos no horário eleitoral

A audiência da propaganda eleitoral na TV desabou neste ano. Apesar de exibida em rede, conseguiu apenas 32 pontos quando somados todos os canais abertos. Na última eleição presidencial, esse índice foi de 47 pontos, uma queda de 32%, como informa Keila Gimenes na Folha. Pela primeira vez a audiência da emissora líder (Globo) ficou menor que a soma dos canais pagos.

O desencanto (quase um desalento) com a política tem motivos diversos e profundos, que não cabe discutir nesse espaço. Mas em nossa opinião é necessário também refletir sobre o modelo da propaganda eleitoral. Os grandes blocos de 25 minutos de propaganda são caros e ineficientes para informar. Caros tanto para os partidos, envolvidos com os custos de produção, como para o cidadão (são R$ 850 milhões que as TVs deixam de recolher em impostos para ceder seus horários nobres). E a propaganda eleitoral é ineficiente para levar informação de interesse público ao cidadão, pois são espaços em que não há contraditório.

Entendemos que o contraponto eleitoral se dá melhor nas propagandas curtas (de 30 ou 15 segundos) a que cada candidato tem direito ao longo da programação. Na nossa visão, a sociedade brasileira está madura o suficiente para dispensar imposições do Estado, como o horário eleitoral simultâneo em todos os canais e a própria obrigatoriedade do voto. Democracia também é liberdade de assistir (ou não) a propaganda eleitoral, e de escolher se vai votar ou se abster.

Da parte dos partidos e candidatos, é desejável um conteúdo mais programático, em que as questões de interesse público sejam apresentadas e debatidas com mais profundidade. Dessa forma, a comunicação serve para aprimorar a democracia.

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segunda-feira, 17 de março de 2014

Talvez a ACT vença a Philip Morris. Talvez

p0210121327A Philip Morris causou desconforto depois de veicular a campanha publicitária com a expressão “talvez” para vincular o cigarro Marlboro ao espírito da juventude. A palavra riscada sugere que o cigarro não impedirá jovens, sempre modelos das artes que ilustram os displays de venda, consumidores de seguirem o seu caminho.

A publicidade levou a Aliança de Controle do Tabagismo a reagir. Nos Estados Unidos e no Brasil, o órgão pede que a marca se retrate sobre o comercial devido à linha apelativa. Ainda segundo o órgão, a campanha “seduz” o jovem e o estimula a consumir tabaco.

A ACT pedirá aos governos que tomem iniciativas para restringir a publicidade do cigarro. A presidente Dilma Roussef, inclusive, receberá um relatório em que são solicitados esclarecimentos sobre a não regulamentação da lei sancionada há três anos que proíbe a propaganda de cigarros em estabelecimentos, apenas a exposição dos maços.

Iniciativas como esta representam importantes avanços para eliminarmos a publicidade que incentiva jovens a adotarem hábitos ruins. O consumo do tabaco, não é novidade para ninguém, já matou milhões e milhões de pessoas, mas políticas públicas já mudaram muito este péssimo hábito, inclusive no Brasil. Esperamos que a ACT tenha êxito na sua luta. Talvez, desta forma, o jovem deixe de se encantar com faces bonitas que as marcas publicam e se atentem para as imagens nas contracapas dos maços, que mostram os sérios problemas de saúde que um fumante pode enfrentar. Talvez.

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